15 abril 2008

Miss Magic, you musn't be through the smoke


Miss Magic woke up that morning feeling her eyes against her - they didn’t want to be opened. She set in the bed and looked at her feet, completely unsatisfied.

- Okay, today we can walk a bit, darlin’

She was alone, again. She put herself in her knees and her mind interposes her feelings – it’s not time to cry.

She stared at herself likeness in the mirror. She pities the world by having her around. Everything was unpronounceable. Big shadows around the eyes, she better doesn’t have the sense of smell, the room was terribly stinking. So she does.

The despair of her soul softy went away. She opts to don’t hate herself for what she had being these times. She opposes destiny with some optimism and thought:

- Go ahead, Amy… Things are just going to get better.

And yes, she knew she had everything in hands.

I want you to see, Amy... Listen to your voice while you're talking, deep breathe while you're writing, do you still remember how did you do it in Frank? You are the same girl in the melody, but where have you get these lyrics from? Oh, what are you thinking about life? I want you to be grown, exactly like you think you already are, but you're not.

Sleep again - you can dream, you can be yourself and everyone who cares for you will still loving you.



Take care.
I love you.
Yes, I really do.

07 abril 2008

Best best best best


Você é completamente essencial.
Você sabe de todos os meus detalhes sórdidos, você ouve todas as minhas histórias, sejam elas boas ou não.
Se eu convivesse comigo mesma o tempo todo, certamente eu brigaria comigo. É mais ou menos isso que acontece, não é?
Má, obrigada por ser um pouco eu, por me agüentar, por dividir a marmita, as crises de riso, os olhares de "eu sei", as brigas. Obrigada por me fazer chorar com palavras, me fazer rir com gestos e me confortar com abraços.
Você é a minha definição de amizade, em poucas palavras. Se bem que pra definir você poucas palavras não bastariam, mas me fogem os detalhes.
Perdoe-me pela imprecisão, pelo jeito bruto e simples de dizer, mas eu já não sei mais dizer se nós somos opostas ou idênticas, mas o que importa é nós sabemos nos completar.
Eu amo você imensamente.

Conexões lógicas


Naquela noite, em especial, a lanchonete de esquina parecia muito mais bonita. O céu estava escuro como nunca e depois de um tempo começou a ficar frio demais também. Mas os dois riam incessantemente enquanto bebiam seus grandes sucos. Nem o maracujá com leite a faria dormir, mesmo que ela tivesse acordado cedo e não conseguido dormir nem um pouco à tarde, mesmo com o sono adolescente dela, o coração adolescente prevalesceu. De todos os assuntos, nenhum deles fazia o mínimo sentido e não tinham conexões lógicas. Eles riam muito e o tempo todo. Os bêbados eram incômodos porque eles não sentavam e falavam alto, mas nem isso os aborreceu.

Pediram a conta com desgosto porque era sinônimo de ir embora. A garçonete trouxe com um sorriso no rosto. O garoto não deixou a menina pagar e quando ela prostestou ele disse:

- Então na próxima você paga - e riu.

A garoçonete gostou do tom da voz dele e do brilho dos olhos dela. Lembrava de si própria quando tinha essa idade. Riu, compartilhou um pouco do heroísmo amoroso de ambos e falou, com ar de deboche:

- Da próxima pode ser que fique mais caro.

Esperto, divertido, com um sorriso lindo no canto da boca:

- Psiu! Essa é a minha tática.

22 março 2008

One one one one one

Desabafos não são belos e menos ainda interessantes - são o vomitar das borboletas do estômago.

09 janeiro 2008

Lizi Lizi Lizi ♥


Estava aqui em minha casa, perdida entre essas muitas revistas bobas de fofoca de gente famosa, procurando uns recortes para fins obscuros. Foi então que me deparei com uma pergunta aparentemente bobinha, mas que fez o estômago faminto do meu blog roncar por algumas palavras. O QUE É AMOR PRA VOCÊ?

De primeiro veio a resposta de que eu não tenho certeza. Não sei se a minha mania louca de procurar as pessoas mais difíceis e tentar entendê-las é exatamente amor, não posso afirmar, por mais que eu ache um monte de coisas sobre isso. Eu não posso ter certeza se eu amei os caras que eu namorei, alguns dos amigos que eu tive, eu sei que eu gostei muito deles, muito mesmo, mas quando tudo é tão passageiro... Isso é amor?

Não demorou muito pra eu perceber que algumas coisas eu realmente tenho certeza, que eu não teria medo de afirmar. Que amor é isso pra mim. E nesta pequena e seleta lista de pessoas e coisas, você está em vários pontos, lá em cima, entre os melhores, presente constantemente nos momentos que eu me acomodo no sofá pra lembrar e só. Porque amor pra mim é poder abraçar quando dá vontade, é ser carente e poder pedir mil vezes pra fazer bhuuuuu e não receber nenhuma cara de desprezo em troca. É ter uma amiga que eu sei que vou poder contar sempre, mesmo que fiquemos um ano ou mais sem nos vermos, quando nos virmos, tudo só vai ser melhor que antes. É querer dormir abraçada com ela, mesmo que ela ronque bem alto no meu ouvido durante a noite toda. É poder encostar a cabeça na dela e querer fechar os olhos pra saber se amor tem cheiro. É ter certeza. É chorar pela saudade que ainda vai surgir, mesmo quando faz cinco minutos que nos despedimos. É abraçar forte, jogar pebolim, bater, xingar, pular, jogar na areia pra fazer croquete, fazer montinhos bizarros, cair, dar e levar empurrinhos, ficar na boléia por horas sem vergonha do saquinho de areia no biquíni depois. Amor é dormir de mãos dadas, é ela me fazer rir depois de contar uma coisa difícil. É descobrir que eu gosto mesmo é de deitar em sofás apertados, em vans lotadas, ficar com a perna latejando e a bunda quadrada, eu gosto é de levar isopor com a comida e juntar uma legião de patos eufóricos. Eu não gosto de muito conforto, porque o amor é, por si próprio, desconfortável.


Amor é pegar gripe e lembrar dela quase todas as vezes que o nariz escorre, apesar de ela odiar caca de nariz. É achar a internet chata quando ela sai do msn, ou do Skype. É olhar o orkut dela todo dia, mesmo que seja só pra ver mesmo. É lembrar de cada abraço, de cada vez que a gente trocou aqueles olhares tontos e deu risada, de cada piada tonta, de cada brincadeirinha, dos detalhes de tudo. É cortar os climas loucamente e isso não ser uma coisa ruim, muito pelo contrário. Amor é a dor gostosa que a gente sente quando tem essa saudade imeeeeeensa... Ou o alívio quando a gente pode se ver de novo. E sentir mais uma vez aquele abraço, aquela sensação reconfortante que é saber que ela simplesmente está ali. Amar é lembrar dela, mesmo com as frases mais tontas das revistas mais tontas. Amar é isso pra mim, é simples, é lindo. E não há dúvidas: É perfeito. Você é exatamente tudo aquilo que eu preciso que você seja.

EU AMO VOCÊ, Li.
Muito, sempre, loucamente e tudo.
E é pouco ainda.

15 dezembro 2007

O amaríssimo travor de seu dulçor

Tornou-se impossível. Dominou-me repentinamente. Não que antes fosse fraco, mas de um segundo para outro, tornou-se claro, impassível, difícil, dolorido. Latejou em meu peito, senti o sangue correr ardendo as veias, sangrando-me. Era exatamente e ao mesmo tempo não podia ser. Tremi, relutei em crer. Vi-me em guerra contra meu próprios pensamentos, tentando afastá-los, dividindo-os, censurando-os. Pare com isso. Desesperei-me, quis gritar e me contive, precisava de silêncio, ninguém pode saber. De qualquer forma, isto acabava representando tudo: eu querendo tornar tudo real, querendo dizer, fazer, falar e ter, enquanto meu corpo e minha razão me continham e seguravam, me dizendo que não, não e não. Chorei. Chorei em silêncio, quase internamente. Chorei pra mim, um pranto doído e forte, quieto e insistente. Amparei minha cabeça nas mãos, era eu, sozinha, me consolando. Os momentos passavam falhados, fortes. Sentia cada segundo se alojando em mim como um segundo que eu jamais poderia esquecer. Mexi-me desconfortavelmente, insegura. Agarrei-me a mim mesma, sem ter mais ao que recorrer. Fui sentindo o decorrer do tempo, passando com um peso difícil de suportar. Respirei fundo, deixei o ar invadir os meus pulmões compulsivamente. A calma foi chegando como conseqüencia, uma paz merecida.

Deitei-me na cama e deixei o meu sentimento se espalhar por toda a vastidão do meu corpo, por si próprio, não sou de meias liberdades. Degustei-o pela primeira vez com carinho, de um novo jeito, todo cheio de partes, de sorrisos e felicidades. Cansei de me conter e deixei-me pensar em tudo, tudo, tudo, tudo... Tudo o que eu quis, sem qualquer excessão. Sonhei com todas as cenas que minha imaginação pôde inventar, com todas as ocasiões, com todas as partes do seu corpo. Pensei em você de todos os modos, pus de lado o medo e me deixei levar com o ritmo da chuva que batia na janela. Sorri e chorei, gargalhei e mais, de braços abertos, de coração aberto, apenas sentindo tudo o que havia dentro de mim, cada pequeno espaço que eu não tinha conhecimento de quanto amor cabia ali. Sentei-me na beira da cama, com um sorriso vazio, nenhuma expressão, nenhuma palavra e nada poderia expressar externamente tudo o que aconteceu dentro de mim. Sorri por nada. Lembrei de você e do seu jeito e nada mais. Neste momento eu soube, que não havia maior verdade pra mim do que este amor, que era tudo o que eu sabia sentir. Senti-me viva e essencial. Eu sou alguém que ama.

Aceitei, por fim. Aceitei tudo, cada centímetro de amor que eu sinto, não quis jogá-los fora. E que seja amor, e que seja forte, e que doa pra sempre e traga pra mim o sorriso de cada dia. Desde sempre foi e continuará sendo o amor da minha vida, a diferença é que agora eu sei disso. E que nada mude, eu engolirei cada palavra, cada sílaba para poder estar sempre ao seu lado. E que só eu e Deus saibamos que bastaria uma palavra sua. E que eu tenha a paciência de procurar esta palavra entre as tantas que você me diz, e que eu consiga entender se ela jamais vier. Que seja um segredo, até mesmo pra mim. E que cada vez que ao me despedir eu tiver uma vontade incontrolável de dizer "eu te amo mais do que eu sou capaz e quero você pra mim" eu saiba dizer apenas "boa noite".

Boa noite.

De onde vem a inspiração?

Deitou-se no chão cansada, sentindo o peso dos ossos amarrando-a ao chão, atada à Terra num laço invisível e insuperável, como se sua liberdade, por mais que o sangue que corresse as veias a clamasse, nunca pudesse deixar de ser limitada. Faziam cócegas as formigas que lhe escalavam o corpo e as folhas dançavam, mudas, sua ritmada coreografia, não que fosse bela. Certas vezes, as folhas tentavam dizer pelo vento que lhes percorria, atrevido, o quanto queria dizer e não podiam. Mas a realização concreta da matéria de suas almas, a fria, crua, indigerível e verde clorofila não estava pronta para deixá-las dizer: recebia o Sol e todos os seus raios, mas o som... Ah, o som... Era demais pra elas.


Ainda deitada no chão, perdida se encontrando em seus devaneios, a menina sentiu então que a inspiração era para ela um tapa: batia forte, inesperada, lhe doía o corpo, as entranhas, ansiosa. E resposta era pois escolha, ou sentava-se e esperava passar, ou explodia. No fim, ficavam as marcas, mais fortes ou mais fracas, coisa de intensidade. Ou, por vezes, não ficava nada, simplesmente.

25 outubro 2007

Denúncia

Quando fogem as palavras, o coração aperta, vem uma vontade louca e a risada sai descarada: te denuncia.
Achei que eu não fosse capaz de gostar de alguém assim.