Não sei escrever tristezas. Alegrias me são explosões, enquanto as tristezas guardo ao fundo da alma, talvez por não querer encontrá-las. Sobra-me uma fresta por onde espio e uma quase curiosidade. Curiosidade de autoconhecimento, de interpretação de uma parte de mim que eu não sei o que é. Eita, adolescência - não sei mais viver devagar, não sei mais esperar, não sei sentar, quieta e constante, pra pensar no futuro. Talvez minha Vanguarda seja mesmo o Futurismo. E olha que é, entre todas, a única que não me agrada. Falta romantismo, falta adjetivação e sobra ação, sobram verbos, faltam significados. Meu modo de ação futurista me mói de ansiedade, me tira a consciência, me deixa sem liberdade. Onde está a liberdade? Onde é que ela se esconde? Onde eu estou? São sentimentos tão clichês, duvidas tão comuns que... Como dizer? Como confessar sentimentos tão primários, tão superficiais? Como dizer que eu sinto tão profundamente algo tão mediano? Sim. Qual é a dúvida, afinal? Existem dúvidas até sobre tê-las. Qual é a base? Em que se apoiar? Em quem? Qual é a dúvida, afinal? Amontoam-se as perguntas e não há o que fazer com elas. Ficam jogadas, suspensas, o ar vai ficando pesado e a respiração cada vez mais lenta. Lenta, sim. Na minha ansiedade por acontecimentos, nada mais flui. O tempo vai parando, os minutos teimam. Cada palavra assume um significado pesado e diferente que não lhe cabe. Tudo o que eu preciso fazer, tudo o que eu preciso ser – me curva as costas. Um peso que eu não sei carregar, uma força que me falta. Também os fatos se amontoam. Eu os quis? Eu os fiz? Eu os causei? A minha justiça está farta, e de farta tornou-se falha – já não sei discernir. Quanto é amor e quanto é hipérbole? Quanto é justo? Quanto mostrar e quanto esconder? Esconder de quem? Mostrar pra quem? Quanto é beleza e quanto é alegria? É que o mundo era sempre tão lindo aos meus olhos, agora parece que sempre há algo que lhe arranca as cores, que me dá ânsia. Eu não me encontro mais na Arte. Arte, pra mim, sempre teve um quê de felicidade, mas já não o encontro. Por vezes, minha antiga felicidade me envolve, tão quente, tão esperta, tão minha, mas nem mais ela pode ser estável. Não é por isso que eu mudei? Eu costumava ser ininterruptamente feliz, eu costumava viver de forma desnecessariamente feliz. Agora, a felicidade me atinge em alguns momentos e, em outros, eu a deixo escapar entre os meus dedos. Há uma inconformidade que vem de dentro, uma ansiedade burra que me causa dores de cabeça. Eu preciso andar. Sair andando, sair daqui, sair de todos os lugares porque estar me dá náuseas. A sensação de ver o tempo passar é uma névoa aos olhos, me falta a concentração, me falta a vista (e os meus óculos, onde estão em horas como esta?), me dói a cabeça, como sempre.
Ah, inefável Desejo! Sai de mim, que não lhe quero ter. Você me consome e me acalanta, bate e assopra e eu não me desvencilho de suas mazelas. Mas não... Ai, fica... Fica sim, que lhe preciso. Porque é em quem me apóio antes de dormir quando me perco tanto desse jeito. Mas o que é você, meu mal? É a causa de meu sofrimento? O torpor de minha antiga alegria? Ou é minha Arte? Meu bem? Meu sorriso? Pra que lhe mantenho por perto? Pra que não lhe aproximo nem lhe afasto? A distância vital que mantemos, já não sei se é de bom grado que permaneça. E se eu lhe aceitar de volta, completamente? Quais decepções me esperarão pelo caminho? E se eu cuspir na sua cara, Desejo? E se eu lhe reprimir, lhe repudiar, se eu lhe negar três vezes? Depois passarei a vida jurando pulinhos a São Longuinho para lhe encontrar ou agradecerei à minha coragem de ter lhe mostrado a saída eternamente? Ah, meus sentimentos, bem eu sei de suas purezas. Não esperem tanto de mim, por favor. Tenho-lhes um afeto profundo, acreditem, mas não tenho conseguido senti-los todos. Não tenho conseguido, me perdoem. Não vão embora, por favor. Acreditem em minha força só mais um pouco. Eu vou erguer a cabeça e vou enfrentá-los. Um dia, queridos, vocês serão todos tão intensos novamente. Prometo que tentarei não demorar. Eita, vida – que cenas ainda guarda pra minha peça? Que personagens serão os principais?
Vem cá, Amor, você precisa de um abraço: eu sei que não estou lhe tratando muito bem; ando lhe dando umas broncas, ando lhe censurando, ando lhe dando muita corda, pouco significado. Fica, Amor, fica que a Fé lhe ajuda. Pode ficar também, Dúvida – eu reconheço tudo o que você faz por mim, mas sabe? A Tristeza não é uma boa influência pra você, deixa ela pra lá. Volta a ser BFF do Desejo. Ele é meio estranho mesmo, eu admito, mas você gostava dele tanto... Eu também não tenho certeza se o quero, sabe? Mas não quero que ele deixe de andar com a gente, mano. Vamos dar outra chance pra ele, quem sabe dessa vez ele não traz a Alegria de volta de vez? Ouvi dizer que os dois são super amigos.
25 agosto 2009
16 agosto 2009
Don't you think?
Well life has a funny way of sneaking up on you
And life has a funny, funny way of helping you out
Helping you out
(Alanis)
And life has a funny, funny way of helping you out
Helping you out
(Alanis)
18 julho 2009
Passa devagar pr'eu te olhar
Não sei se foi o seu nome, se foi a cor do seu cabelo ou o fato de eu não poder ver suas fotos: sempre houve um pensamento em mim que fosse todo seu. Antes, ele era fraco, simples, comum, uma curiosidade, um interesse, eu queria saber quem é você. Eu queria descobrir do que foi que lhe fizeram. De que matéria? De quê? De queijo?
Cultivei meu pensamento, mas ele não deu frutos. Desisti dele, deixei guardado em algum lugar escondido em mim, mas você não apareceu. Por muito tempo, não houveram notícias suas e eu esqueci de me lembrar do meu pensamento. Mas ele permaneceu, imóvel, intacto.
Daí você apareceu. Assim mesmo, do nada, num momento em que eu não estava esperando, você apareceu. Um coincidência catastrófica - em outros tempos eu estaria esperando que você aparecesse, mas não neste momento. Estava completamente desprevinida e uma felicidade espontânea e imensa me atingiu em cheio - era o meu pensamento, voltando com toda a força. Ver você foi o auge do meu platonismo - em cada detalhe seu, eu vi um pedaço de desejo. Em cada palavra sua eu silabicamente me encantava e tentava desesperadamente disfarçar a minha cara de besta, enquanto você mexia ininterruptamente na boca e eu secretamente desejava que em vez de você fosse eu mexendo nela.
É uma afronta ao meu imenso platonismo você gostar de mim também. Você tem alimentado o meu pensamento e ele cresce em escalas exponenciais, mais do que nunca. Eu tenho medo, medo de tudo, medo desse tudo não dar em nada - e esse medo louco talvez seja a melhor parte. Sagitarianos gostam dessas aventuras, não é mesmo?
Tudo o que eu sei sobre você só me faz pensar no quanto eu não sei quase nada ainda e no quanto eu quero conhecer todas as partes que existem em você e todas as histórias malucas que você tem pra contar. O meu pensamento já tomou conta de mim - eu só penso em você. E em todas as possibilidades remotas dessa história que tem um milhão de chances de ser incrível. O não saber me deixa muito ansiosa, e repleta de uma felicidade imeeeensa que me faz olhar aquela minha foto preferida o tempo todo.
Eu sei que você pertence ao mundo, mas eu tenho apenas a pretenção de pertencer a você.
Ai, volta logo?
Cultivei meu pensamento, mas ele não deu frutos. Desisti dele, deixei guardado em algum lugar escondido em mim, mas você não apareceu. Por muito tempo, não houveram notícias suas e eu esqueci de me lembrar do meu pensamento. Mas ele permaneceu, imóvel, intacto.
Daí você apareceu. Assim mesmo, do nada, num momento em que eu não estava esperando, você apareceu. Um coincidência catastrófica - em outros tempos eu estaria esperando que você aparecesse, mas não neste momento. Estava completamente desprevinida e uma felicidade espontânea e imensa me atingiu em cheio - era o meu pensamento, voltando com toda a força. Ver você foi o auge do meu platonismo - em cada detalhe seu, eu vi um pedaço de desejo. Em cada palavra sua eu silabicamente me encantava e tentava desesperadamente disfarçar a minha cara de besta, enquanto você mexia ininterruptamente na boca e eu secretamente desejava que em vez de você fosse eu mexendo nela.
É uma afronta ao meu imenso platonismo você gostar de mim também. Você tem alimentado o meu pensamento e ele cresce em escalas exponenciais, mais do que nunca. Eu tenho medo, medo de tudo, medo desse tudo não dar em nada - e esse medo louco talvez seja a melhor parte. Sagitarianos gostam dessas aventuras, não é mesmo?
Tudo o que eu sei sobre você só me faz pensar no quanto eu não sei quase nada ainda e no quanto eu quero conhecer todas as partes que existem em você e todas as histórias malucas que você tem pra contar. O meu pensamento já tomou conta de mim - eu só penso em você. E em todas as possibilidades remotas dessa história que tem um milhão de chances de ser incrível. O não saber me deixa muito ansiosa, e repleta de uma felicidade imeeeensa que me faz olhar aquela minha foto preferida o tempo todo.
Eu sei que você pertence ao mundo, mas eu tenho apenas a pretenção de pertencer a você.
Ai, volta logo?
12 julho 2009
Sobre morder a mão
Morder a mão é um gesto que compreende algo um pouco além do simples ato de colocar a a mão na boca e apertar os dentes contra ela. No momento exato de morder a mão, as atividades metabólicas do corpo se confundem, é alguma coisa na barriga, que mixa diversos sentimentos e gera uma inexplicável sensação que às vezes parece fria, às vezes quente. E há uma certa dormência nas pernas e nos braços, uma coisa estranha na garganta e um formigamento no maxilar.
É um quadro clínico complicado, não existe profilaxia certa e a única forma de tratamento é fincar os dentes fortemente na mão fechada, até deixar marcas.
É um quadro clínico complicado, não existe profilaxia certa e a única forma de tratamento é fincar os dentes fortemente na mão fechada, até deixar marcas.
08 julho 2009
Inexpressão de inexistência
Eu não sei ser. Fazer é fácil, eu faço, falo, ajo; mas o que eu diria sobre mim? Supostamente, dizer é fácil, mas eu me perco nas entrelinhas do fazer fazer fazer e acabo não guardando pra mim mesma muitas palavras. E olha que eu sou uma grande fã das palavras - eu as cultivo, as cultuo; mas as disperdiço. Eu me entrego, eu não nego, eu vou de corpo inteiro, compartilho minha alma toda, o coração na boca, na mão. Quais palavras restaram pra mim?
Dissertar ou narrar sentimentos não os enfraquece. Eu acreditava que poderia liberá-los de mim dizendo sobre eles tudo o que fosse possível, mas me enganei - quanto mais palavras eles possuem, mais veracidade, mais força, mais garra. E quanto a mim? Eu, que não possuo palavras? Em volta dos meus verbos não se organizam frases. Nos dias de hoje, o que não é documentado simplesmente não existe. Eu posso existir? Sem palavras, sem frases, sem nada? Serei uma gravura, uma cor? O verbo ser me cabe? Dêem-me esta palavra, só esta, ao menos.
Os sentimentos consomem minhas palavras como um imenso buraco negro: quanto mais palavras eu conheça, mais ele as quer. Eu as entrego, com o coração aberto, sem duvidar de suas cruéis intenções destrutivas, mas quando me faltam as palavras, o frio da inexistência me toca a pele, sensibilizando nervos do meu corpo que eu nem desconfiava que existissem. E existem? Ou não?
Não ser escrita é uma sensação literária de uma tendência ultra romântica de morrer de amor. Na realidade, não é morte, o infeliz há de se contentar em continuar vivo - sobrevivendo como um ser inanimado, sem palavras, sem verbos, sem adjetivos e sem onomatopéias. Inexpressivo.
Como me deixei levar?
Justo eu, que sempre preferi os naturalistas...
Dissertar ou narrar sentimentos não os enfraquece. Eu acreditava que poderia liberá-los de mim dizendo sobre eles tudo o que fosse possível, mas me enganei - quanto mais palavras eles possuem, mais veracidade, mais força, mais garra. E quanto a mim? Eu, que não possuo palavras? Em volta dos meus verbos não se organizam frases. Nos dias de hoje, o que não é documentado simplesmente não existe. Eu posso existir? Sem palavras, sem frases, sem nada? Serei uma gravura, uma cor? O verbo ser me cabe? Dêem-me esta palavra, só esta, ao menos.
Os sentimentos consomem minhas palavras como um imenso buraco negro: quanto mais palavras eu conheça, mais ele as quer. Eu as entrego, com o coração aberto, sem duvidar de suas cruéis intenções destrutivas, mas quando me faltam as palavras, o frio da inexistência me toca a pele, sensibilizando nervos do meu corpo que eu nem desconfiava que existissem. E existem? Ou não?
Não ser escrita é uma sensação literária de uma tendência ultra romântica de morrer de amor. Na realidade, não é morte, o infeliz há de se contentar em continuar vivo - sobrevivendo como um ser inanimado, sem palavras, sem verbos, sem adjetivos e sem onomatopéias. Inexpressivo.
Como me deixei levar?
Justo eu, que sempre preferi os naturalistas...
28 junho 2009
Lá do interior
Ela veio do meio do Estado, de seu cerne, centro, meio. Fala com o r puxado, às vezes ela deixa ele de lado. Pra que r, fraga?
Mas o que me encanta nesse pedaço de meio do mundo é o poder de ser tantas coisas. De primeira, foi, também, o que me afastou dela. Eu não conseguia acreditar que tentar ser tantas coisas poderia ser bom, mas eu estava completamente enganada. Ela é todas essas coisas e consegue conciliar todas, sem problemas. Ela não tem medo de ser o que é, ela se mostra ao mundo com a cabeça erguida e dá a cara à tapa. Talvez por isso seja complicado gostar dela no começo. Mas conforme o tempo passa, ela vai mostrando o quanto ela pode ser perfeita para ocasiões tão diversas: uma amiga para todas as horas. Ela estará lá pra você falar bobagens e também estará quando você precisar falar de coisas sérias. Ela estará ao seu lado quando você ganhar em primeiro lugar e também estará quando você fizer a pior cagada da sua vida. Ela vai lhe encontrar no msn e dizer Oii, amiga! e você vai se sentir à vontade pra contar qualquer coisa pra ela.
Ela não segue um estilo, não por não gostar de nenhum, mas por gostar de todos. E eu nunca achei ecleticidade bonita, exceto nela, porque combina. O gosto eclético, os sentimentos ecléticos, toda a maneira única dela de gostar tanto de tantas coisas.
Ela é um poço de infindáveis histórias pra contar, ela é um achado, que veio do meio do mundo pra se encontrar em lugares diversos. Ela acredita em tudo o que é verdadeiro, em tudo o que é de coração. Ela segue e defende o que acredita. E eu, que sou apenas algumas coisas, a amo. Até tentei fugir, mas no fim, simplesmente não encontrei nenhum jeito de não fazê-lo.
Mas o que me encanta nesse pedaço de meio do mundo é o poder de ser tantas coisas. De primeira, foi, também, o que me afastou dela. Eu não conseguia acreditar que tentar ser tantas coisas poderia ser bom, mas eu estava completamente enganada. Ela é todas essas coisas e consegue conciliar todas, sem problemas. Ela não tem medo de ser o que é, ela se mostra ao mundo com a cabeça erguida e dá a cara à tapa. Talvez por isso seja complicado gostar dela no começo. Mas conforme o tempo passa, ela vai mostrando o quanto ela pode ser perfeita para ocasiões tão diversas: uma amiga para todas as horas. Ela estará lá pra você falar bobagens e também estará quando você precisar falar de coisas sérias. Ela estará ao seu lado quando você ganhar em primeiro lugar e também estará quando você fizer a pior cagada da sua vida. Ela vai lhe encontrar no msn e dizer Oii, amiga! e você vai se sentir à vontade pra contar qualquer coisa pra ela.
Ela não segue um estilo, não por não gostar de nenhum, mas por gostar de todos. E eu nunca achei ecleticidade bonita, exceto nela, porque combina. O gosto eclético, os sentimentos ecléticos, toda a maneira única dela de gostar tanto de tantas coisas.
Ela é um poço de infindáveis histórias pra contar, ela é um achado, que veio do meio do mundo pra se encontrar em lugares diversos. Ela acredita em tudo o que é verdadeiro, em tudo o que é de coração. Ela segue e defende o que acredita. E eu, que sou apenas algumas coisas, a amo. Até tentei fugir, mas no fim, simplesmente não encontrei nenhum jeito de não fazê-lo.
23 junho 2009
19 junho 2009
Abaixo da Epiderme
Existe um amor. Não sei onde ele se esconde, mas sei que está dentro de mim. Por vezes, posso senti-lo na pele, transbordando. Outras, ele afunda em minhas entranhas, se acomoda no cerne do meu corpo e lá se deita, incômodo corpo estranho. E eu nada mais posso fazer que senti-lo. Sentir por completo, alimentar e tratar como hóspede o hospedeiro, um parasita.
Mas ele é tão imenso... imensurável que não posso reunir forças para tirá-lo de mim. O que eu seria sem ele? Difícil pensar em tais associações. Ele me sorri por dentro quando o seu riso me encanta e ele me chora quando você não está por perto. Sem ele, quando você chegasse eu não sentiria nada. Eu ficaria segurando o ar, esperando a dor e a emoção da sua chegada, mas nada viria. E então eu não saberia o que fazer.
Arranca ele de mim e terá sua confusão resolvida em um segundo. Existe a osmose para isso, os meios se tornarão isotônicos. Aproveita do meu amor que ele é seu. Sente esse amor nos meus olhos, na minha boca, exalando dos meus poros. Sente um pouco dele e você saberá num instante. Pega ele pra você, leva embora, ele me faz fraca, inconstante, inconsciente de meus atos, de minhas palavras.
Vou colecionando os seus detalhes e os seus defeitos para alimentar o amor que tenho. De vez em quando, eu não sei desistir. Ele não desiste nunca.
Mas ele é tão imenso... imensurável que não posso reunir forças para tirá-lo de mim. O que eu seria sem ele? Difícil pensar em tais associações. Ele me sorri por dentro quando o seu riso me encanta e ele me chora quando você não está por perto. Sem ele, quando você chegasse eu não sentiria nada. Eu ficaria segurando o ar, esperando a dor e a emoção da sua chegada, mas nada viria. E então eu não saberia o que fazer.
Arranca ele de mim e terá sua confusão resolvida em um segundo. Existe a osmose para isso, os meios se tornarão isotônicos. Aproveita do meu amor que ele é seu. Sente esse amor nos meus olhos, na minha boca, exalando dos meus poros. Sente um pouco dele e você saberá num instante. Pega ele pra você, leva embora, ele me faz fraca, inconstante, inconsciente de meus atos, de minhas palavras.
Vou colecionando os seus detalhes e os seus defeitos para alimentar o amor que tenho. De vez em quando, eu não sei desistir. Ele não desiste nunca.
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