03 março 2009

The end has no end

Na vida real, as histórias nunca terminam. Não existem fins, tampouco pontos finais. Nós simplesmente seguimos em frente, depositando todas as nossas raras esperanças em um santo que até mesmo os ateus são obrigados a acreditar - o tempo. E, com mais facilidade do que nós, o tempo segue, mando, frio, lento. Mas, no fundo, o tempo é como aquelas borrachas milagrosas vermelhinhas que apagam caneta - realmente acreditamos que pode funcionar e a nossa profunda fé faz com que a usemos até arrancar do papel as fibras coradas de tinta de caneta e todas as outras em volta, junto. Não é realmente como apagar, o papel está, então, incuravelmente ferido. Ao longo da vida, podemos tentar arrancar à força as memórias, podemos tentar nos dilacerar para remover o que está errado dentro de nós, mas existem marcas que não podem ser apagadas. Mesmo que tenhamos a grande sorte de esquecer os motivos e deixar de lado os sofrimentos, as marcas, elas ainda estarão lá.

4 comentários:

fer. disse...

uhul miguxa, primeiro coments é meu...TOOOOOPO

fer. disse...

Meredith Grey que se cuide. Eu que me cuide. Me cuide nada, suas comparações nao foram ridiculas como as minhas, alias, elas se encaixaram e fizeram todo sentido do mundo. E eu amei, e nem sei mais o que dizer. Eu sei que voce sabe quase sem querer, que eu vejo o mesmo que voce. (:

mariana! disse...

o tempo tudo destrói, eu vi uma vez em um filme.
mas acredita: aquele filme, Irreversível, deixou uma marca em mim que jamais vai ser apagada.

(a minha comparação foi de dor HAHAHA, falaí!)

·caMM's disse...

http://cometoloserville.blogspot.com/2009/03/selinho-que-blog-maneiro.html

INDIQUEI O SELINHO BLOG MANEIRO PRA VOCÊ =D

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